Os números de 2011

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 24.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 9 concertos esgotados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo

Brasil apontado como principal mercado emergente por estudo de varejo da A.T. Kearney

A A.T. Kearney, uma importante consultoria internacionald de negócios, acaba de liberar, em parceria com a Microsoft o Índice de Desenvolvimento Global de Varejo (GRDI), um estudo anual que classifica os 30 melhores países em desenvolvimento para expansão do varejo em todo o mundo. O índice classifica a atratividade da expansão do varejo em países emergentes com base no risco econômico e político, no mercado local de de varejo e na diferença entre o crescimento do produto nacional bruto e o crescimento do varejo de cada país.

Nos últimos 10 anos nos quais esse estudo foi feito, cinco países têm consistentemente aparecido entre os 10 primeiros: China, Índia, Rússia, Vietnã e Chile.  A trajetória de crescimento do varejo mercado nesses países tem consistentemente superado outros mercados emergentes.

Só que nesse ano temos novidades. Enquanto a Ásia é fundamental para o economia global, a América do Sul está emergindo como um potencial motor de crescimento para o varejo. De fato, três dos cinco principais países do estudo da A.T. Kearney para 2011 são da América do Sul (veja quadro abaixo). E o Brasil lidera o ranking!

Segundo a consultoria, nosso país agora é agora a oitava maior economia mundial e liderou o ranking
por apresentar expectativa de crescimento do PIB de 5% nos próximos anos, ter uma grande população (principalmente urbana), e vendas no varejo despontando cada vez mais . Além disso, para a A.T. Kearney o país vai abrigar em 2016 Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo de 2014 – e as preparações para tais eventos vão gerar bilhões de dólares em novos investimentos por aqui.

Fonte: Chain  Store Age

O que esperar para o Natal de 2011?

O  Índice de Confiança  do Consumidor (ICC) da Fecomércio-SP, cujo objetivo é identificar o sentimento dos consumidores levando em conta suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação econômica futura, tem ficado perto dos 150  pontos desde março desse ano. Para melhor interpretar o ICC, é importante  entender que ele varia de 0 (pessimismo total) a 200 (otimismo total).

Acompanhe no gráfico a seguir a quantas tem andado esse indicador na capital paulista. Note que ele é profundamente influenciado pelas notícias da imprensa. Por exemplo, na época do mensalão, em meados de 2005, caiu a seu patamar mais baixo desses últimos anos.

Mas, a essa altura do ano, terminando outubro, o que esperar para o Natal? Bem, se o humor de outubro prevê o humor do Natal, como aconteceu em muitos outros anos, teremos um Natal mais parecido com o de 2009 do que com o de 2010. É esperar para ver. Se fosse ao contrário, seria melhor.

ICC-Índice de Confiança do Consumidor FECOMÉRCIO-SP

Walmart desiste das lojas Marketside

O Walmart planeja fechar todas as suas lojas  Marketside no final deste mês. As lojas, todas no Arizona – vão fechar 21 de outubro. Termina assim, abruptamente, este primeiro experimento com lojas  de menor porte da gigante do varejo. A empresa lançou o formato Marketside em 2008, quando abriu lojas em Mesa, Chandler, Gilbert e Tempe, no Arizona. Em contraste com um Walmart Supercenter típico, as lojas de Marketside são pequenas mercearias especializadas em refeições e alimentos frescos.  No entanto, o fechamento dessas lojas não deixa o Walmart apenas com lojas de grande porte. O varejista continua a operar e construir suas lojas Walmart Express em mercados teste como Richfield, na Carolina do Norte, Arkansas e Chicago.

Fonte: http://www.csnews.com/top-story-walmart_to_close_all_its_marketside_stores-59704.html

Lojas de roupas estão encolhendo

Segue reportagem que saiu hoje no Estadão e para a qual fui um dos entrevistados pelo Rodrigo Petry.

Continuar lendo

Jumbo do Chile lança sistema de compra por gôndolas virtuais em estação do metrô

A dica foi do Olegário da Nielsen. Vale a leitura. Um dia desses na Coréia e hoje já pertinho de nós.

Jumbo lanza sistema de compra de góndolas virtuales en estaciones de Metro | Negocios | LA TERCERA.

O AMBIENTE DE LOJA E SEUS IMPACTOS NO VAREJO

A revista Novarejo na sua edição de número 17 (maio/junho de 2011) publicou um artigo meu sobre ambiente de loja. Segue a íntegra do artigo. Boa leitura.

Maurício Morgado

 

Por que o ambiente da loja é importante?

Já não aconteceu com você a experiência de entrar em uma loja e sentir vontade de comprar tudo? Alguma coisa “no ar” faz esse desejo surgir e tudo parece interessante, prazeroso, feito para você, do seu jeito. Também, decerto, você já deve ter sentido o oposto, aquela sensação de “pelo-amor-de-Deus-deixe-me-sair-daqui”, esse lugar não tem nada a ver comigo.

Pois é, muito provavelmente foi o ambiente das lojas que fez com que você se sentisse assim. Através de uma linguagem silenciosa, subliminar, o ambiente desempenha papel fundamental na tarefa de capturar a atenção do consumidor, auxiliando (ou atrapalhando!) sobremaneira o processo de venda. Quanto mais prazer, estímulos agradáveis, descoberta e interação com as mercadorias a apresentação da loja propiciar, maior o tempo que o consumidor passará ali e maiores as chances de venda do varejista. Bem, é claro que ele não deve passar mais tempo na loja por estar perdido lá dentro…

A integração dos elementos de decoração, pisos, paredes, tetos, iluminação, sinalização e a própria apresentação das mercadorias no ponto-de-venda com os demais elementos do mix de marketing é fundamental para gerar no consumidor uma experiência de compra condizente com o posicionamento de mercado pretendido pela marca.

O ambiente da loja pode ser dividido em externo e interno. Quando se trata de ambiente externo a preocupação deve recair basicamente sobre a fachada e a vitrine. Ao se tratar do ambiente interno, é necessário ter em mente as paredes, os expositores, as cores, a sinalização, a circulação, a iluminação, som e música e a apresentação de mercadorias. Tudo isso integra o ambiente de loja, termo usado desde 1973 num artigo de Philip Kotler. Veja como é atual o que ele escreveu na época: 

“Um dos aspectos mais significativos do produto é o ambiente no qual ele é comprado ou consumidor. Em alguns casos, o local, mais especificamente a atmosfera do local, influencia mais do que o próprio produto no processo decisório. Homens de negócio, entretanto, têm negligenciado a atmosfera como ferramenta de marketing. Isto se deve a dois fatores. Primeiro, homens de negócio tendem a ser práticos e funcionais no seu pensamento; se fossem poéticos provavelmente não seriam homens de negócio. Devido a isso, tendem a negligenciar fatores estéticos do consumo. Em segundo lugar a atmosfera é uma linguagem silenciosa no processo de comunicação. Só recentemente que se passou a reconhecer e estudar linguagens silenciosas tais como a linguagem corporal, a temporal e a espacial.” [i]

O esforço deliberado de combinar elementos da loja como a decoração, as cores, texturas e pisos, a iluminação, efeitos teatrais e a própria mercadoria buscando produzir efeitos emocionais no comprador, cria o que hoje chamamos de visual merchandising

Interações entre as pessoas e o ambiente

Sabendo que estamos lidando com uma linguagem silenciosa, subliminar, porém capaz de gerar emoções, notamos que o consumidor (1) tem dificuldade em verbalizar os sentimentos que o espaço da loja desperta, (2) tem dificuldade de lembrar desses efeitos ao deixar o ambiente da loja e (3) é muito mais influenciado pela atmosfera da loja uma vez dentro desse ambiente do que, por exemplo, no momento de escolha da loja.[ii] Ou seja, ele não tem capacidade para opinar sobre esse ambiente e, se perguntado sobre o que acha, pouco pode contribuir racionalmente. É muito mais proveitoso observar suas reações no ponto de venda do que perguntar-lhes o que acham, usando abordagens bem no estilo do trabalho de Paco Underhill.

A maioria dos estudos sobre as influências do ambiente no comportamento das pessoas bebe na mesma fonte, a psicologia ambiental de Mehrabian e Russel[iii]. Os dois propuseram o modelo a seguir para explicar as sensações que o ambiente desperta nas pessoas.

De maneira resumida, podemos dizer que as CARACTERÍSTICAS DO AMBIENTE apelam a nossos sentidos e, dependendo de nossa personalidade, podem geram RESPOSTAS EMOCIONAIS PRIMÁRIAS como prazer ou desprazer, excitação ou sonolência e a sensação de controle ou descontrole (nossa facilidade ou dificuldade de dominar a navegação pela loja). O efeito de tudo isso gera RESPOSTAS COMPORTAMENTAIS, ou seja, sentimos que o ambiente da loja tem a ver conosco e, por isso passamos mais tempo lá (aproximação) ou não tem nada a ver conosco, provocando o desejo de abandonar o local (afastamento).

Em termos de CARACTERÍSTICAS DO AMBIENTE podemos listar os elementos controlados por visual merchandising como cores, luz, som (variações em brilho e intensidade), temperatura, textura (estimulação táctil), aromas, enfim, tudo que apele aos sentidos. Acontece que não podemos exagerar na quantidade desses apelos e como os ambientes costumam ser complexos, misturando diversas cores, sons, aromas e texturas ao mesmo tempo, devemos tomar cuidado para não sobrecarregar o cliente com uma taxa de informação muito alta.

Há um componente, diferente das variáveis do ambiente, que não conseguimos controlar: a personalidade e o estado mental no qual o consumidor está. As pessoas entram nas lojas com diferentes graus de emoções, os quais, associados com a personalidade e estados de humor, podem levar respostas emocionais diferentes. Ansiedade, por exemplo, pode provocar grande excitação, porém baixo prazer e baixo controle.

Como RESPOSTAS EMOCIONAIS teríamos o prazer (ou desprazer) identificados por sorrisos, risadas e por expressões faciais negativas e positivas, a excitação (ou sonolência) percebidas também pelas expressões faciais e velocidade do discurso e volume da fala e ainda a sensação de controle (ou descontrole), ou seja, o grau no qual um indivíduo sente-se livre, sem restrições, para agir navegar dentro do ponto de venda.

Já como RESPOSTAS COMPORTAMENTAIS teríamos a aproximação ou o afastamento, medidos pelo grau de atenção, vontade de explorar o local ou conversar com as pessoas ali presentes, ou seja, o tipo de comportamento que o varejista quer que seu cliente tenha.

O que sobra na prática?

Simplificando a conversa toda: ambientes que nos pareçam agradáveis aos sentidos, geram prazer, excitação e controle, fazendo com que queiramos passar mais tempo lá dentro. Tudo o que você deseja para sua loja, certo?

Mas, como regular essas variáveis todas? Qual a melhor música? Quais os efeitos da sinalização? O que cada cor provoca? Odores têm algum impacto? Como cada tipo de layout afeta o comportamento do cliente? Aí a conversa é longa e papo para um próximo artigo.

Boas vendas!

 

Maurício Morgado é professor da FGV–Eaesp,  consultor e palestrante especializado em varejo e serviços e pode ser contatado pelo e-mail mmorgado@mauriciomorgado.com.br . Publica seu blog no endereço  www.mauriciomorgado.com.br


[i] Kotler, Philip; Atmospherics as a Marketing Tool: Journal of Retailing; 1973-1974 – Vol. 49 nr. 4; pág. 48

[ii] Mason, J. Barry; Mayer, Morris. L.; Wilkinson, J. B.; Modern Retailing – Theory and Practice; Irwin; Boston, MA; 1993; pág.641

[iii] Mehrabian, Albert; Russel, James A.; An Approach to Environmental Psychology; The MIT Press; Cambridge, MA; 1974

Show ao vivo de Chitãozinho e Xororó no YOUTUBE

Iniciativa interessante da Ford Caminhões: dia 15/5, às 20hs um show ao vivo de Chitãozinho e Xororó no YOUTUBE. Não é só o U2 não pessoal. O que será a “maior entrega” que é prometida na chamada?

Há concentração no varejo alimentar?

Acaba de chegar o 40. Ranking de Supermercados da Supermercado Moderno. Logo na capa se lê que o autosserviço fechou 2010 com R$ 203,9 bilhões de faturamento, com alta de vendas de 7,1%. Desde 2006, o aumento é superior a 5% ao ano. Mas e como ficaram as grandes redes? Ao que tudo indica, bem, já que cresceram a mesma coisa ou mais do que o próprio setor.

Mas, agora, a pergunta que não quer calar: há, de fato, concentração no setor? Não dá para dizer que não, visto que as três maiores representam 38,2% das vendas dos supermercados, conforme dados recolhidos na própria publicação. 

Grupo Lojas Área Vendas Funcionários %  Varejo Alimentar
Carrefour  654 1,5 mihão m2 82,0 mil 14,2
Pão-de-Açúcar 615 1,5 mihão m2 81,6 mil 13,0
Walmart 479 1,4 milhão m2 86,9 mil 11,0
        38,2

Poder na mão do consumidor

A Internet tem se mostrado de uma força excepcional na crítica dos clientes às empresas que não prestam bons serviços ou oferecem produtos de baixa qualidade. Separei dois exemplos recentes que me chegaram pelos colegas Adrian e Edgard, além do famoso caso brasileiro do consumidor que reclamava da Brastemp. Valem o tempo investido em assisti-los. Notem o número de “views” que cada um teve e o prejuízo de imagem que geraram para as marcas.

MOBISTAR: clientes cansados do mal atendimento das operadoras de celular.

UNITED: ninguém madou quebrar o violão do cantor country…e não se responsabilizar por isso.

BRASTEMP: ele se cansou de tanta enrolação

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 158 other followers