Quais os negócios que têm mais chance de fazer sucesso no futuro?

Clique para ver meu depoimento

Saia de mãos vazias

A Bonobos, na parte baixa da Quinta Avenida, faz vizinhança com marcas tradicionais como J.Crew, Zara e Gap. Diferentemente dessas lojas, você pode visitar a Bonobos, provar tudo o que tem por lá, ser atendido de forma personalizada e, literalmente, sair de mãos abanando. Essa loja de moda masculina não tem estoque, só mostruário.

A operação nasceu puramente online e testou essa ideia em 2011, quando ainda parecia uma maluquice. Hoje a empresa tem 20 dessas lojas, do Texas até a Califórnia e pretende abrir mais sete em 2016, conforme a The Economist.

 

Com vantagens operacionais imensas, níveis de estoque baixíssimo e centralizado em um CD, a loja física foca em atender bem os clientes e complementar a operação online. Veja as fotos que tirei da loja.

IMG_20160116_105052208IMG_20160116_105119696IMG_20160116_105138989_HDRIMG_20160116_105425928IMG_20160116_105453267IMG_20160116_105551711_HDRIMG_20160116_105414708

Varejo tem o pior resultado em 11 anos!

Hoje saiu a PMC, a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE. Veja no gráfico abaixo como o índice dessazonalizado mostra uma paradeira no varejo desde março de 2013. Houve uma pequena retomada no segundo semestre de 2014 mas o Natal decepcionou. Os níveis de venda do Natal de 2014 foram praticamente os mesmos do Natal de 2013, com um crescimento de somente 0,3%. No geral, a variação acumulada dos últimos doze meses, foi de 2,2%, o pior resultado desse tipo nos últimos 11 anos, segundo o Valor.

No post anterior mostrei que a confiança do consumidor andava baixa. Do empresário do  varejo idem – segundo o IBRE, da FGV, está no pior nível desde que tal indicador começou a ser levantado.

O Natal na sua casa não foi mais conservador?

PMC fev 2015

Confiança do consumidor, sistema Cantareira e ações da Petrobrás – tudo em baixa.

Pois é, a confiança do consumidor só aponta para baixo. Está em níveis inferiores ao da crise de 2008 e já bateu nos patamares da época do mensalão, em 2005. Em tempos de escândalos políticos e financeiros bilionários, seca na torneira, ameaça de apagão energético e economia travada, o consumidor vai travar o bolso.

Dava para ter evitado? Poderiam ter feito mais obras de infraestrutura na época das vacas gordas? Poderiam ter dado um choque de gestão e reduzido a roubalheira? Poderiam sim, mas não o fizeram. Agora é sobreviver em 2015 e torcer para um 2016 melhor.

Confiança 2014

Hortifruti sempre mandando bem

Hortifruti

Uma vez fui contratado por um grande jornal para pesquisar junto a varejistas de médio e pequeno porte o que eles poderiam fazer para conseguir mais anúncios desses potenciais clientes. A resposta foi clara: esse tipo de varejista não quer falar com a cidade toda, quer falar com a área de influência de suas lojas. O jornal deveria desenvolver produtos que levassem anúncios a áreas específicas da cidade, a áreas que o varejista anunciante pudesse escolher. Claro que com a mentalidade de mídia de massa nada foi implantado e hoje só vemos grandes redes anunciando em jornais.

Bem, as mídias mudaram, a concorrência se acirrou e hoje vemos jornais de distribuição gratuita ganhando um grande espaço. O Metro é um deles, sempre distribuído em grandes cruzamentos da cidade.

Hoje vi uma ação do Hortifruti, operacionalizada pelo Metro que me deixou feliz. Feliz pela adequação da estratégia ao posicionamento e às características de vizinhança que o negócio tem. Nos cruzamentos de Moema, onde o jornal Metro usualmente não é distribuído, as pessoas recebiam o kit da foto acima: o jornal encartado no material promocional do Hortifruti e uma maçã, nessa simpática caixinha. A maçã vinha com uma etiqueta, da Unifrutti, que deve ter ajudado a pagar a conta.

Sabe quantas lojas o Hortifruti tem em São Paulo? Três. Moema, Itaim e Paraíso. Não é demais?

 

 


A Hortifruti opera 29 lojas no Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo.Segue um proposta de comunicação baseada em vida saudável. Faturou R$ 781,4 milhões em 2013. Procure suas campanhas no Youtube – são muito criativas, mas sem perder o foco.

Agora a queda da confiança do consumidor chegou forte ao varejo

Confiança x PMC

Durante os últimos dez anos o desempenho do varejo parecia imune (ou muito pouco afetado) pela confiança do consumidor. Episódios como o escândalo do mensalão em 2005 ou a crise de 2008 tinham pouco efeito no varejo. A confiança caia, mas as vendas continuavam. Marolinhas.

Agora parece que a coisa pegou mesmo. A partir do começo deste ano a confiança despencou e, com ela, as vendas do varejo. Acompanhe no gráfico acima como as coisas se complicam a partir de janeiro de 2014. A nuvem escura está sobre nossas cabeças. Quando os efeitos chegarem ao emprego, aí é que o varejo vai sentir mesmo.

Observações:
O quadro fica pior se considerarmos o varejo ampliado, que inclui automóveis e não está representado no gráfico.
Os dados de confiança são para a cidade de São Paulo somente, por falta de um dado nacional à mão agora.
A correlação do ICEA com a PMC é de 57% no período analisado.

Shoestock, Heineken e peep toe

Apaixonado pelo varejo que sou, não pude deixar de notar a bela ação da Heineken com a Shoestock para a final da UEFA hoje à tarde. O comercial propõe uma liquidação de sapatos na loja e no site da Shoestock no mesmo horário do jogo. Em tempos de excessos do politicamente correto alguns comentaram que a ação é machista (como você pode ver no link do filme abaixo). Que nada! Simplesmente reforça as diferenças de interesses entre os gêneros de um jeito bem humorado e divertido, como sempre pode e deve ser. Afinal, quantos homens sabem o que é “peep toe” e quantas mulheres sabem quem vai jogar hoje à tarde?

 

 

 

Parabéns meninas da Shoes, pessoal da Heineken e agência. Agradeço ao Luis Felipe Banlaky pela dica.